Amorim diz que é preciso evitar xenofobia no combate ao extremismo

Ministro diz que tolerância é chave para evitar polarização violenta.

Alessandra Corrêa, BBC

27 de setembro de 2010 | 18h09

Amorim defendeu a eliminação dos arsenais nucleares

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta segunda-feira que, no combate a extremistas, é preciso evitar retórica e posturas perigosas que possam levar à xenofobia.

"A tolerância é chave para evitar polarização violenta e extremismo", disse Amorim, em uma reunião do Conselho de Segurança da ONU que discutiu o combate ao terrorismo.

"Nós devemos nos proteger contra retórica e posturas perigosas que alimentem a xenofobia e o preconceito."

Amorim, que está representando o Brasil na 65ª Assembleia Geral da ONU, disse ainda que, no combate ao terrorismo, o Brasil tem "uma forte preferência" por acordos "verdadeiramente multilaterais".

"É importante reforçar a capacidade da ONU neste campo", afirmou.

Arsenal nuclear

O debate reuniu representantes dos 15 países que integram o Conselho de Segurança - do qual o Brasil é membro rotativo, sem poder de veto - e faz parte da programação paralela à Assembleia Geral da ONU, que começou na semana passada em Nova York.

Ao final do encontro desta segunda-feira, foi divulgado um comunicado que ressalta a necessidade de manter o combate ao terrorismo como prioridade na agenda internacional.

Em seu pronunciamento na reunião, Amorim voltou a citar a posição brasileira de defesa da eliminação total dos arsenais nucleares.

"Há também uma crescente preocupação de que terroristas possam ter acesso a armas de destruição em massa, especialmente armas nucleares", disse Amorim.

"Na Cúpula sobre Segurança Nuclear em Washington, em abril, o presidente Lula reafirmou que - sem prejudicar as indispensáveis medidas de segurança que precisam ser adotadas - a maneira mais eficaz de reduzir os riscos de dispositivos nucleares caírem em mãos erradas é a total e irreversível eliminação de todos os arsenais nucleares."

O ministro disse que a Constituição brasileira consagra o repúdio ao terrorismo como um princípio fundamental das relações internacionais do país.

Amorim afirmou ainda que esforços de construção da paz por parte do Conselho de Segurança podem ajudar "a evitar a propagação do radicalismo em países já afetados por conflitos sociais".BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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