Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Amorim diz que caças virão, mas evita dar detalhes

Segundo ministro da Defesa, País não desistiu de reforçar sua frota militar aérea

Tânia Monteiro, da Agência Estado

23 de outubro de 2012 | 15h01

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse nesta terça-feira, 23, ao final da cerimônia do dia do aviador, na Base Aérea de Brasília, que "os caças virão", sinalizando que o Brasil não desistiu de reforçar a sua frota aérea. Mas o ministro não quis precisar nem quando haverá uma decisão sobre o assunto nem sobre que modelo será escolhido para o projeto FX2.

 

"Não adianta perguntar porque não vou satisfazer esta curiosidade nem sobre quando nem sobre quem. Mas é certo que os caças virão", disse Amorim, desconversando sobre quando o governo poderá decidir sobre a compra dos novos aviões supersônicos, que vem se arrastando há mais de uma década. "O governo tem procurado dotar a Força Aérea de meios adequados, mas todo mundo pensa só em caças. E eu posso dizer que os caças virão", reiterou.

 

Nesta segunda-feira, 22, a presidente Dilma Rousseff se encontrou com o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, mas o governo nega que o assunto compra dos aviões militares Rafale, fabricados pela Dassault, tenha entrado na pauta. Em 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a apontar que o governo escolhera o Rafale, durante visita ao Brasil do ex-presidente Sarkozy, mas depois se viu obrigado a voltar atrás, por causa das pressões da Força Aérea, já que o processo estava em andamento, e das concorrentes norte-americana Boeing e sueca Saab. No momento, o processo está parado, esperando sinalização da presidente Dilma Rousseff.

 

Na sua fala aos aviadores, o ministro Amorim salientou que aviões patrulha e helicópteros foram comprados e estão fazendo vigilância em nossas fronteiras e no Atlântico Sul, mas reconheceu que o País precisa de "aviões adequados para rechaçar qualquer ameaça ao território", referindo-se indiretamente aos caças FX, sem definição ainda para serem adquiridos. Amorim lembrou que o Brasil é um país pacífico, que vive em paz com seus vizinhos, mas que "não pode descuidar da sua defesa".

 

A presidente Dilma Rousseff, por sua vez, em sua mensagem à Força Aérea, preferiu também não falar sobre os caças, limitando-se a reiterar o seu compromisso com a Estratégia Nacional de Defesa (END) e genericamente citar o fortalecimento da Força Aérea Brasileira para a realização de sua missão constitucional. Disse ainda que está trabalhando pelo desenvolvimento da indústria de defesa, pelo estímulo à aviação, acrescentando que tem "compromisso com a modernização da infraestrutura portuária brasileira" para "oferecer serviços aéreos à altura das expectativas da sociedade brasileira".

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