Amorim culpa Ongs por polêmica sobre inspeção nuclear

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que a notícia publicada ontem no jornal Washington Post, denunciando possível resistência do Brasil a inspeções na unidade de enriquecimento de urânio no País, ?não reflete posições do governo americano, mas de alguns setores da sociedade, e se baseia em informações infundadas?. Ele disse que o ministério brasileiro das Relações Exteriores divulgará hoje nota sobre o assunto em nome do governo, mas antecipou que ?o Brasil está cumprindo rigorosamente com suas obrigações internacionais? no caso do urânio. Segundo ele, o País é signatário dos acordos internacionais referentes ao assunto e todos eles prevêem inspeções negociadas. Ele afirmou que a utilização da energia nuclear no Brasil é para fins pacíficos e afirmou que ?o País tem que ter a possibilidade de proteger sua tecnologia, desenvolvida aqui?. Perguntado se a questão do urânio cria um ?impasse diplomático? entre Brasil e Estados Unidos, Amorim disse que ?nunca recebemos uma manifestação direta do governo americano que leve a essa conclusão?. ?Não senti pressão dos Estados Unidos até o momento, o que tenho ouvido é que não há dúvida que a tecnologia nuclear do Brasil é para fins pacíficos e para energia?. Perguntado sobre que setores da sociedade americana estariam insatisfeitos com a suposta resistência brasileira, Amorim citou genericamente as organizações não governamentais (Ongs). ?Não há razão para suspeitar do Brasil nesse momento, mas o País necessita de energia e a nuclear é uma delas?.

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