''Amiga de todas as horas'' chora derrota

Malvina não se esqueceu de Marta

Moacir Assunção, O Estadao de S.Paulo

28 de outubro de 2008 | 00h00

Evangélica e funcionária pública, Malvina Joana de Lima, de 58 anos, tem um sonho: quando morrer, quer que seu caixão seja coberto com a bandeira do PT. No anúncio da derrota da candidata à Prefeitura de São Paulo pelo partido, Marta Suplicy, ela foi a única militante a ir à casa da ex-ministra, na zona sul, para prestar solidariedade. Mais do que ao partido, porém, sua fidelidade é à ex-prefeita, a quem dedica enorme carinho."Quando lançou o livro, ela fez uma dedicatória para mim, me chamando de amiga de todas as horas. Sou uma pessoa simples e nunca ninguém me tratou assim; como poderia não gostar de uma mulher dessas?" Trata-se do livro Minha vida de prefeita - o que São Paulo me ensinou, que conta a trajetória de Marta à frente da prefeitura.Malvina, que tem uma triste história pessoal de abandono pela família, afirma que a ex-prefeita, que conhece há 20 anos, foi a primeira pessoa a apoiá-la na necessidade."Não consigo ver as pessoas criticando a Marta, sem nem se dar ao trabalho de tentar conhecê-la melhor. Ao contrário do que parece, ela é uma pessoa muito atenciosa e doce", afirma.Anteontem, depois de se solidarizar com a ex-prefeita, ela ficou na casa até por volta das 21 horas e depois Marta mandou um motorista levá-la ao apartamento em que vive, no Jardim São Luiz.Não é só a ex-prefeita que a chama pelo nome. Até mesmo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva contou a sua história em discurso, durante um comício, ao se referir aos brasileiros que ascenderam de classe social nos últimos anos. "Até dona Malvina conseguiu comprar uma geladeira nova", exemplificou Lula. É verdade. Graças à estabilidade econômica, Malvina conseguiu adquirir, a prazo, uma geladeira nova em substituição à antiga, que nem fechava mais de tão velha.

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