Americanos continuam sob fiscalização em aeroportos brasileiros

Após seis dias com americanos fazendo filas para serem fichados em aeroportos brasileiros, o governo ainda não decidiu se recorrerá contra a liminar do juiz federal Julier Sebastião da Silva, de Mato Grosso, que determinou que visitantes dos EUA sejam fotografados e tenham colhidas suas impressões digitais ao entrar no Brasil. Mais uma vez, o assunto foi discutido internamente pelo Itamaraty, o Ministério da Justiça, a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério do Turismo, mas até o fim da tarde nenhuma posição oficial havia sido tomada.Ao acompanhar uma delegação de deputados americanos em audiência no Ministério da Agricultura, a embaixadora dos EUA no Brasil, Donna Hrinak, pediu que as medidas de identificação sejam executadas de forma mais rápida, de modo a não prejudicar os viajantes nem a indústria turística. Ela afirmou, no entanto, que o governo de seu País não pedirá a revisão da liminar. "É um direito do governo brasileiro", afirmou ela.O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, senador Eduardo Suplicy (PT-SP), entende que a decisão do juiz mato-grossense, baseada no princípio da reciprocidade, tem um aspecto positivo, que é o de mostrar à Casa Branca o exagero das medidas que atingem brasileiros que vão aos EUA. O US-Visit, nome dado ao novo sistema de segurança nos EUA, exige o registro fotográfico e de impressões digitais dos visitantes de mais de 150 países. Mas, destaca Suplicy, deixa de fora os cidadãos de 27 países, a maioria da Europa, além de Austrália, Japão e Brunei.

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