Americana diz que tráfico de órgãos começou em Israel

A norte-americana Nacy Scheper-Hughes, da Universidade de Berkeley, California, que pesquisa desde 1996 o tráfico de órgãos, disse hoje, na CPI estadual que investiga tráfico de órgãos, que a rede internacional de tráfico começou em Israel, há cerca de 12 anos com o renomado cirurgião Zacki Shapira e dois grandes comerciantes (estes funcionavam como intermediários) Ilan Peri e Koby Dyan.Segundo ela, Shapira esteve à frente de mais de 300 transplantes de rins. Ela não acusa diretamente o governo de Israel de patrocinar o tráfico, mas disse que o assunto é um "segredo público" naquele país.O cidadão israelense tem direito a fazer transplante fora de Israel e recebe US$ 70 mil através de planos de saúde privado oupúblico. Para ter tratamento cinco estrelas no esquema, porém, o receptor tem que pagar por fora.A pesquisadora elogiou o Brasil por sua rápida e efetiva resposta à descoberta do esquema envolvendo Pernambuco e África do Sul, prendendo envolvidos (inclusive dois israelenses). Com o problema ganhando contorno internacional, Nacy acredita que ogoverno de Israel deverá tomar alguma providência. Depois de iniciado em Israel, esquemas semelhantes ao montado naquele país chegaram ao Japão, Índia, Turquia, Rússia e Filipinas, mas sem o apoio oficioso do governo.

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