América do Sul investirá US$14 bi em infraestrutura até 2022

Países sul-americanos anunciaram nesta quarta-feira investimentos de 14 bilhões de dólares em projetos de integração regional até 2022, com prioridade para telecomunicações e ligações viárias.

REUTERS

30 de novembro de 2011 | 13h45

São 31 projetos que receberão investimentos conjuntos dos 12 países da América do Sul no valor total de 13,652 bilhões de dólares. Os recursos virão de organismos internacionais e dos próprios países sul-americanos.

As prioridades foram traçadas após reunião entre ministros dos países no Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento (Cosiplan), realizada em Brasília, e presidida pela ministra do Planejamento brasileira, Miriam Belchior.

"São projetos nacionais que já têm a sua garantia financeira definida. Para essa agenda prioritária, vamos trabalhar com organismos internacionais, mas também com a receita de cada um dos países", disse ela a jornalistas.

O conjunto de obras inclui um corredor ferroviário bioceânico entre Argentina, Brasil, Chile e Paraguai, além da conexão ferroviária entre Argentina, Paraguai e Uruguai.

Foi criado também um grupo para discussão sobre telecomunicações, com prioridade para a banda larga e a criação de um anel óptico conectando todos os países da América do Sul.

"LIÇÃO DE CASA"

A ministra brasileira ressaltou a necessidade de elevados investimentos em infraestrutura na região, mas destacou o bom momento das economias sul-americanas diante da crise econômica internacional.

"A despeito de nossas condições um tanto melhores que outras condições mundiais, estamos fazendo nossa lição de casa", disse. "(Mas) ainda há muito a ser feito."

Os presidentes sul-americanos deverão se reunir em Caracas durante a reunião da Cúpula dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos, que terá início na sexta-feira.

(Por Hugo Bachega)

Tudo o que sabemos sobre:
GERALAMERICADOSULINFRA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.