Ameaça não é melhor caminho para aprovar CPMF, diz Maciel

Em reunião com Mantega, presidente da CCJ foi avisado que governo cortará verba do PAC se emenda não passar

ANA PAULA SCINOCCA E FABIO GRANER, Agencia Estado

11 Outubro 2007 | 12h48

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, senador Marco Maciel (DEM-PE), afirmou nesta quinta-feira, 11, que ameaças não são o melhor caminho para o governo aprovar, na Casa, a proposta de emenda constitucional que prorroga até 2011 a vigência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).   O ministro da Fazenda, Guido Mantega, na reunião que teve com Maciel, com o ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, e com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RO), afirmou que, se a emenda da CPMF não for aprovada, o governo terá que cortar recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em todos os Estados, reduzir investimentos na saúde e cortar verbas do Programa Bolsa-Família.   "Não entendi como ameaça, mas acho que, da maneira como foi colocado, não é o melhor caminho, a melhor forma de começar a conversa", comentou Marco Maciel. Na avaliação do presidente da CCJ do Senado, é "remota" a hipótese de seu partido, o DEM, fazer acordo com o governo para aprovação da emenda da CPMF. Maciel confirmou que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) será a relatora da emenda na CCJ. Ela, no entanto, deu declarações de que é contrária à prorrogação do imposto.

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