Ameaça de boicote mantém crise no Senado, diz 'La Nación'

Para jornal argentino, absolvição de Renan não minimiza crise entre senadores

BBC Brasil, BBC

14 Setembro 2007 | 08h10

A crise no Senado brasileiro não foi concluída com a absolvição do presidente da Casa, Renan Calheiros, diz artigo na edição do jornal argentino La Nación, nesta sexta-feira, que destaca a ameaça de boicote feita por um grupo de senadores.Em artigo intitulado "A crise no Senado do Brasil não cede: lançam um boicote", o jornal diz que "um grupo de senadores de seis partidos advertiu que trabalhará 'pelo regulamento' e não dará quórum quando Calheiros presidir a sessão, isso travaria a pauta legislativa e prejudicaria o governo de Luiz Inácio Lula da Silva"."Na pauta está nada menos do que a renovação do 'imposto sobre o cheque (CPMF), que representa para o governo uma receita anual de US$ 400 milhões.""Consciente do boicote que se aproxima com a permanência de Calheiros no cargo, Lula pediu que tudo volte à normalidade", diz o jornal. Segundo o La Nación, Lula "defendeu o resultado da votação no Senado", ao dizer, na Dinamarca, que o país precisaria "acatar os resultados de suas instituições". A decisão de impedir quórum no Senado também foi destacada pelo jornal argentino Clarín. "Tudo isto leva a crer que se inicia um período turbulento entre o Senado e o governo, que deixará marcas no próximo ano", diz artigo.A "indignação pela absolvição" de Calheiros foi noticiada pelo jornal espanhol La Vanguardia, nesta sexta-feira. "Segundo algumas pesquisas, 85% dos brasileiros apoiavam sua destituição, e ainda assim, o Senado decidiu pelo contrário com uma votação secreta", diz o periódico.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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