Ameaça da dengue é grande em 20% dos municípios fluminenses

Vinte por cento dos 92 municípios do Rio têm índice de infestação por Aedes aegypti acima do aceitável, segundo levantamento da Secretaria Estadual de Saúde divulgado nesta quarta-feira. A situação pode ser ainda mais grave, já que 13 prefeituras não entregaram o relatório de inspeção e outras 18 informaram que o índice é de 0%.?Alguns prefeitos têm vergonha de que sejam encontrados mosquitos na sua cidade. Mas a Secretaria tem meios de fazer com que esses dados cheguem?, afirmou o secretário Leôncio Feitosa. O cancelamento do repasse das verbas para o combate à dengue não está entre os métodos que o secretário pode usar. ?Não podemos prejudicar a população?.A presença de larvas do mosquito em até 1% das casas é considerada aceitável. Para o secretário, a situação é preocupante em quatro municípios ? Nova Iguaçu (4,03%), Bom Jesus do Itabapoana (3,01%), Carmo (2,8%) e Arraial do Cabo (1,92%). Esta é a primeira vez que o Estado tem um mapa da infestação. Até então, somente alguns municípios tinham dados sobre a presença de larvas nas casas. ?Sem o mapa de infestação não se tem ferramenta para fazer um trabalho preventivo?, afirmou o assessor da secretaria, Carlos Eduardo Aguillera Campos.Apesar dos dados preocupantes, Feitosa não acredita que o Estado sofrerá nova epidemia. Nos meses de setembro, outubro e novembro somente 21 casos de dengue foram confirmados em laboratório. ?No mesmo período do ano passado foram 5 mil casos confirmados?, afirmou.Além disso, nenhum caso de dengue hemorrágica foi detectado nos exames laboratoriais ? havia três suspeitas de morte pela forma grave da doença nos municípios de Campos, Magé e São João de Meriti. Feitosa informou ainda que a Secretaria vai inaugurar até o fim da semana oito laboratórios para testes da doença e, em 15 dias, uma Central de Internação e Regulação da Dengue.Oito médicos plantonistas e um sanitarista ficarão disponíveis por telefone para orientar o diagnóstico e tratamento da doença, além de gerenciar a internação de pacientes em estado mais grave.Além disso, a Fundação Nacional de Saúde autorizou a contratação de mil novos agentes endêmicos para atuar no município do Rio. ?Passaremos dos 9 mil homens considerados necessários?, afirmou.

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