Amaury estava em férias quando sigilo foi acessado

Em depoimento à Polícia Federal, Amaury afirmou que deixou oficialmente o jornal em 16 de outubro, tendo gozado férias de 30 dias antes disso

Leandro Colon, de O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2010 | 20h44

BRASÍLIA - O jornalista Amaury Ribeiro Jr. estava afastado do jornal Estado de Minas quando encomendou a violação dos sigilos fiscais dos tucanos. Em depoimento à Polícia Federal, Amaury afirmou que deixou oficialmente o jornal em 16 de outubro, tendo gozado férias de 30 dias antes disso. A quebra dos sigilos fiscais dos tucanos ocorreu entre 29 de setembro e 8 de outubro.

 

O inquérito da Polícia Federal, obtido pelo Estado, mostra uma declaração de uma agência de turismo confirmando que o jornal só pagou, em nome da empresa, viagens para Amaury até julho do ano passado.

 

Os papéis mostram, também, que, a partir de setembro, os bilhetes, inclusive os adquiridos no período da quebra do sigilo fiscal, foram faturados em nome de Marcelo Augusto de Oliveira. Ele é funcionário do jornal Estado de Minas até hoje. Dezoito passagens emitidas em favor de Amaury, a última delas datada de 22 de dezembro de 2009, foram pagas em dinheiro ou faturada em nome do funcionário do jornal mineiro.

 

Em nota divulgada ontem, a direção do jornal informou que não pagou nenhuma viagem de Amaury durante as férias. "Amaury Ribeiro Júnior trabalhou como repórter do Estado de Minas de 25 de setembro de 2006 a 15 de outubro de 2009. No dia 25 de setembro de 2009, o jornalista entrou em férias e as gozou até o dia 14 de outubro do mesmo ano. No dia 15 de outubro, o repórter pediu demissão. Nenhuma viagem do jornalista no período em questão foi custeada pelo jornal", diz a nota.

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