Amaral busca novos acordos de tecnologia na Argentina

O ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, inicia hoje a primeira visita oficial à Argentina. Logo mais às 10 horas, Amaral se reúne com o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva, Júlio Luna, para exame dos temas existentes e novos da cooperação bilateral. O encontro acontecerá na sede da secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva. Ao meio-dia, o ministro será recebido pelo presidente da Argentina, Eduardo Duhalde, na Casa Rosada. Participarão do encontro o ministro das Relações Exteriores, Comércio e Culto, Carlos Ruckauf, e a ministra da Educação, Ciência e Tecnologia, Graciela Giannettasio.Às 15h, Roberto Amaral se reúne com o Conselho Interinstitucional de Ciência e Tecnologia na sede da secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva. O ministro concederá entrevista coletiva à imprensa às 17h ainda na secretaria.Na sexta-feira, Roberto Amaral se encontra, às 9h, com o secretário de Políticas Universitárias do Ministério da Educação, Juan Carlos Pugliese. Às 11h15, visita o Centro Atômico de Ezeiza. Em seguida, participa de reunião com o presidente do Diretório da Comissão Nacional de Energia Atômica, José Pablo Abriata, no Palácio San Martin. Também estão previstas reuniões com autoridades da Comissão Nacional de Assuntos Espaciais (Conae) e com representantes da empresa Invap. O ministro fará a visita acompanhado das seguintes autoridades brasileiras: o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológio (CNPq), Erney de Camargo; o secretário de Política Tecnológica e Empresarial do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Francelino Lamy Grando; o assessor de Cooperação Internacional, Guilherme Patriota; o coordenador-Geral de Cooperação e Intercâmbio da Comissão Nacional de Energia Nuclear, Laércio Antonio Vinhas; e o diretor do Laboratório Nacional de Luz Síncroton, José Antonio BrumAcordoEm maio de 1980, Brasil e Argentina celebraram o Acordo Brasil-Argentina de Cooperação Científica e Tecnológica, que entrou em vigor dois anos depois, com o objetivo de promover encontros e intercâmbio de professores, cientistas, técnicos, pesquisadores e peritos, executar projetos conjuntos de pesquisa científica e de desenvolvimento tecnológico, aperfeiçoar e aplicar tecnologias existentes e desenvolver novas tecnologias, além de criar, operar e utilizar instalações científicas e técnicas.Ao longo da década de 80, foram lançadas diversas ações bilaterais de cooperação nas áreas de biotecnologia, informática e espaço exterior. Em 1997, entendimentos entre o Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva da Argentina (SECyT) resultaram na Declaração de Buenos Aires, com o objetivo de relançar a cooperação em nível bilateral e, de forma indireta, fomentar a retomada do processo cooperativo voltado à promoção da integração dos organismos de pesquisas do Mercosul.

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