Alvo do TSE, Maranhão assume a PB sob ameaça de cassação

Da mesma forma que Cunha Lima, que perdeu mandato no TSE, novo governador é acusado de compra de votos

Ricardo Brandt e Adelson Barbosa dos Santos, de O Estado de S. Paulo, Agencia Estado

19 de fevereiro de 2009 | 08h16

O ex-senador José Maranhão (PMDB) e o ex-vereador Luciano Cartaxo (PT) tomaram posse, na noite da última quarta-feira, 18, como governador e vice da Paraíba. Eles substituíram Cássio Cunha Lima (PSDB) e José Lacerda Neto (DEM), que tiveram seus mandatos cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico.   Mas o próprio Maranhão também é alvo de dois processos no TSE que podem resultar na cassação de seu mandato. Ele é acusado de abuso de poder político e econômico e de compra de votos na eleição de 2006. Ao todo existem oito processos abertos contra o peemedebistas, mas apenas os dois podem causar cassação.   Veja Também: Saiba quem são Cunha Lima e José Maranhão Entenda o caso e veja outros governadores na mira do TSE   Em caso de cassação, o 2º colocado deve assumir ou a Justiça deve convocar novas eleições? Defesa de Cunha Lima recorre ao TSE e ao STF contra cassação Senador renuncia para assumir PB; Assembleia recorre ao STF TSE confirma cassação de Cunha Lima, que vai até último recurso Vice recorre ao TSE para ficar no cargo na Paraíba  TV Estadão: 'Minha cassação é um erro jurídico, diz Cunha Lima' A Justiça Eleitoral puniu o tucano Cunha Lima pela distribuição de 35 mil cheques de R$ 150 e R$ 200 para eleitores da Paraíba, em pleno ano eleitoral de 2006. A cassação foi confirmada anteontem por unanimidade pelos ministros do TSE, durante julgamento de recursos que pediam a anulação da punição.Em um dos processos que correm contra Maranhão, ele é acusado de ter se beneficiado de esquema de troca de votos por cargos em uma prefeitura de um político aliado. Em outro, ele seria beneficiário de um esquema de distribuição de 50 mil camisetas para angariar votos, o que é vedado pela legislação. Em ambos os casos, o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba julgou as acusações improcedentes, mas os autores das denúncias apresentaram recurso ao TSE. Um terceiro processo contra Maranhão diz respeito à campanha ao Senado, de 2002, em que ele é acusado de, como governador do Estado, ter usado a máquina pública para angariar votos. Mas, como ele deixou o Senado, seu suplente Roberto Cavalcanti (PMDB-PB) passa a ser alvo do processo e pode perder o cargo, caso o TSE entenda a ação como procedente.

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