Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Alvo de cinco inquéritos, Aécio diz que agora 'será possível desmascarar mentiras'

Presidente do PSDB ressalta importância da quebra dos sigilos no momento em que o STF aceita investigação sobre sua conduta

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2017 | 18h24

BRASÍLIA - Em nota divulgada nesta terça-feira, 11, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse considerar importante o fim do sigilo do conteúdo das delações premiadas dos ex-executivos da Odebrecht. Na nota, o tucano diz que ele pediu ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), a quebra dos sigilos e que agora “será possível desmascarar as mentiras e demonstrar a absoluta correção de sua conduta”.

Fachin autorizou a abertura de inquéritos contra seis senadores tucanos, com base nos depoimentos de delatores da Odebrecht. Aécio Neves (MG) é alvo de cinco dessas investigações por suposta solicitação de propinas e doações de caixa 2 à empreiteira.

Além de Aécio, também são alvos José Serra (SP), Antonio Anastasia (MG), Cássio Cunha Lima (PB), Ricardo Ferraço (ES) e Dalírio Beber (SC). Há também um pedido de investigação sobre o tucano Eduardo Amorim (SE) e a senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), pendente de manifestação de Janot para que Fachin decida a respeito.

A bancada do PSDB na Câmara também divulgou nota, onde defende que o País não fique paralisado com a divulgação da lista. “É fundamental, todavia, que o trabalho das instituições não paralise o País. Há uma agenda de reformas pendente no Congresso e elas são cruciais para a reativação da economia e a geração de emprego”, diz a mensagem assinada pelo líder Ricardo Tripoli (SP). “A bancada do PSDB na Câmara reafirma sua confiança na Justiça e nas instituições. O fim do sigilo das investigações permitirá que os citados exerçam plenamente o direito de defesa e que a verdade, enfim, prevaleça”, completa a nota.

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