Alvo de acusações, Paulinho vai deixar presidência do PDT

Deputado é acusado de envolvimento no caso BNDES e quer dedicar mais tempo à sua defesa

José Maria Tomazela, de O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2008 | 14h11

O deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força  Sindical, acusado de envolvimento no esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), já decidiu se licenciar esta semana da presidência do PDT de São Paulo. O pedido de licença deve ser formalizado esta semana. O cargo será ocupado pelo atual secretário geral do partido no Estado, o também deputado Reinaldo Nogueira. A decisão foi tomada para que Paulinho possa dedicar mais tempo à sua defesa nas acusações.   Veja também: Moraes diz que corregedor 'tem problema com Paulinho' Pedida a cassação de Paulinho, representação segue para o Conselho de Ética PSOL quer investigação de senador tucano Áudio: grampo da PF liga Paulinho ao caso BNDES Áudio do dia 23: Coronel da PM Wilson de Barros Consani Júnior e Paulinho  Áudio do dia 24: Coronel da PM Wilson de Barros Consani Júnior e Paulinho  Áudio do dia 27: Advogado Ricardo Tosto e Paulinho  Veja trechos do relatório da PF Íntegra do relatório 11 da Operação Santa Tereza  Enquete: Você acredita que Paulinho será cassado? Entenda o esquema de desvio de verbas do banco estatal   Nogueira contou que Paulinho conversou na quinta-feira com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), da Executiva nacional do partido, e aceitou a recomendação para pedir licença. Seria uma forma de tirar o partido do foco das acusações. "O Lupi não impôs, apenas recomendou, e o Paulinho concordou que seria melhor se concentrar na sua defesa."   De acordo com Nogueira, o partido continuará dando apoio ao acusado "enquanto não houver nada provado contra ele". Paulinho também está sendo processado pelo Conselho de Ética da Câmara por quebra do decoro parlamentar. "Esperamos que tudo se esclareça para que ele possa reassumir o cargo."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.