Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Alvo da Lava Jato, Dirceu tem sigilos quebrados, afirma TV

Empresa de ex-ministro e seu irmão, JD Assessoria e Consultoria, recebeu R$ 3,7 milhões de três empresas alvo da operação

DANIEL GALVÃO, O Estado de S. Paulo

22 de janeiro de 2015 | 21h44

A Justiça Federal quebrou o sigilo bancário e fiscal do ex-deputado e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, informou nesta quinta-feira, 22, o Jornal Nacional, da TV Globo. A decisão, segundo a reportagem, também vale para o irmão de Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, e para a empresa deles, a JD Assessoria e Consultoria Ltda. 

O telejornal citou que o Ministério Público Federal viu indícios de que a JD recebeu recursos de empreiteiras ligadas ao esquema de corrupção na Petrobrás, desvendado pela Operação Lava Jato. Segundo a decisão da Justiça, citada pela Rede Globo, a JD Assessoria e Consultoria recebeu, entre 2009 e 2013, R$ 3.761.000,00, das construtoras Galvão Engenharia, OAS e UTC Engenharia. As três empreiteiras tiveram executivos presos no início de novembro. 

Uma quarta empresa, a Camargo Corrêa, apontada também como integrante do cartel que fraudava licitações na estatal, chegou a firmar contrato de “prestação de serviços” com a JD, no valor de R$ 900 mil, conforme documento apreendido pela Polícia Federal, em dezembro do ano passado.

Em nota, José Dirceu confirmou, segundo o programa, que prestou serviços de consultoria às empresas citadas no documento da Justiça Federal. Ele se pôs à disposição para prestar esclarecimentos ao Judiciário. 

À TV Globo, a Galvão Engenharia informou que não se pronunciaria sobre as suspeitas. A UTC Engenharia reconheceu que contratou a JD Assessoria e Consultoria para a prospecção de negócios de infraestrutura no Peru e na Espanha, segundo a reportagem. Na construtora OAS, ninguém foi encontrado para comentar as suspeitas, informou o Jornal Nacional.

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