Alves: patrocínio da Caixa a times do RN é 'normal'

O deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) negou que tivesse usado pretsígio político para "forçar" um patrocínio da Caixa Econômica Federal (CEF) no valor de R$ 3 milhões para os clubes ABC e América, ambos de Natal (RN). Durante sua visita ao governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), nesta terça-feira, o parlamentar, que disputa a presidência da Câmara dos Deputados, considerou normal o pedido ao presidente da CEF, Jorge Hereda. "Eu respeito os critérios da Caixa, mas também tento levar mais incentivo para o esporte em nosso Estado, o que é legítimo. O futebol tem um grande apelo e inclusive outros clubes já vieram conversar comigo", disse.

JULIO CESAR LIMA, Agência Estado

15 de janeiro de 2013 | 20h02

Acompanhado do deputado federal e secretário nacional de Comunicação do PT, André Vargas (PT-PR), que disputa como vice, Alves também comentou a demissão de seu assessor Aluizio Dutra de Almeida, acusado ser o receptor de recursos de emendas apresentadas por Alves por meio de empresas de sua propriedade.

"Era um excelente funcionário, trabalhou durante 13 anos e preferiu sair para evitar o uso e as manobras políticas que acontecem nesses períodos", afirmou, sem dizer quem estaria por trás dessas supostas manobras.

O encontro de Alves com Richa teve a participação da bancada peemedebista do Paraná, além de outros políticos de diversos partidos, incluindo o PEN, o DEM e o PP. "O que tenho a certeza absoluta é o apoio de todos os cinco parlamentares do PMDB", disse o deputado federal Osmar Serraglio, presidente estadual da legenda.

Já o governador Beto Richa (PSDB) contemporizou e disse que a reunião não era política, mas aproveitou para alfinetar o senador Roberto Requião (PMDB), que recentemente votou contra a liberação de um empréstimo de US$ 350 milhões para o Paraná. "Temos uma reunião muito boa com nossa bancada na Câmara, o único problema está no Senado, problemas que todos conhecem", afirmou.

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