Alves defende dois representantes do PT no grupo da reforma política

Para o presidente da Câmara, indicado pelo partido deve ser Henrique Fontana (RS) e Cândido Vaccarezza (SP) o cordenador

Ricardo Della Coletta, Agência Estado

15 de julho de 2013 | 18h26

Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), defendeu nesta segunda-feira, 15, que o PT tenha dois representantes no grupo de trabalho que vai elaborar, em 90 dias, uma proposta de reforma política. A criação do grupo, inicialmente prevista para a semana passada, foi adiada devido a um “curto-circuito” dentro do partido, uma vez que os deputados Cândido Vaccarezza (SP) e Henrique Fontana (RS) disputavam a vaga da sigla no grupo.

Ao chegar à Câmara na tarde desta segunda, Alves defendeu que o indicado pelo partido seja Fontana, enquanto que Vaccarezza assuma a coordenação do grupo de trabalho. “(O PT) é o único partido que, por ser o maior (da Câmara), terá dois lugares nesse grupo. Terá o representante da bancada, que eu espero que seja o Henrique Fontana, que deve interpretar o pensamento e as propostas do partido, e eu convidei o Vaccarezza para coordenar”, disse Alves.

Ele ressaltou que o deputado Vaccarezza não será um porta-voz das posições do partido sobre a reforma política e sim um coordenador de trabalhos e um mediador. “Eu quero que haja um coordenador, que não vai exprimir as ideias do partido, mas coordenar as tarefas, marcar as audiências e dirimir conflitos”.

Como justificativa, Alves argumentou que Vaccarezza tem um bom trânsito com todos os partidos da Câmara. Ele reiterou que espera instalar a Comissão amanhã e que aguarda uma resposta do PT sobre se aceita ou não o modelo proposto, com dois representantes. “Eu espero que seja positivo porque, afinal de contas, o PT terá dois representantes”.

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