Álvaro Dias vê esquema de campanha eleitoral e sonegação de informações pelo governo no caso da Receita

PSDB protocola ação no TSE para apurar caso da violação de sigilo fiscal de tucanos

José Orenstein, estadão.com.br

01 de setembro de 2010 | 17h19

SÃO PAULO - O senador do PSDB pelo Paraná, Álvaro Dias, anunciou nesta quarta à tarde no Senado que seu partido vai entrar com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda hoje, pedindo uma investigação do caso da quebra de sigilo fiscal de tucanos e de Verônica Serra, filha de José Serra.

 

Segundo Dias, "está muito claro que há objetivos eleitorais" na violação dos sigilos. "Se o Serra não fosse candidato esses dados não seriam violados. É um esquema de campanha eleitoral e espionagem", disse o senador ao estadão.com.br. Para ele, a instituição que está por trás da quebra do sigilo é o PT e "cabe à polícia individualizar os autores".

 

Dias afirmou ainda que vê "sonegação de informação e acobertamento de informação" por parte do governo na apuração do caso. "Esperamos que se dê prioridade a esse assunto, que interfere no processo eleitoral".

 

Subida de tom. Outros membros da oposição expressaram indignação com a revelação da quebra de sigilos de nomes ligados a Serra e ao PSDB. O candidato a senador em São Paulo, Aloysio Nunes, escreveu no seu Twitter: "Quebra de sigilo é jogo sujo e eu fico muito triste com esse esquema de espionagem. Eleição é convencimento".

 

O presidente do PPS, coligado ao PSDB, também atacou o governo e o PT sobre o caso em nota publicada nesta quarta. "Aquilo que é fundamental em qualquer estado democrático de direito, que são as garantias constitucionais da pessoa, está sendo enxovalhado, rasgado, ofendido em episódios como esse, permitidos pela Receita Federal, no governo em que Dilma é a mãe de todos", disse Freire.

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