Alvaro Dias quer prazo para PSDB decidir sobre Demóstenes

Líder tucano no Senado afirma que é desnecessária abertura de CPI já que o democrata já estava sendo investigado 'informalmente' pela polícia

Ricardo Brito, da Agência Estado

26 de março de 2012 | 16h22

O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), defendeu nesta segunda-feira, 26, que seu partido aguarde o fim das investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal para tomar qualquer decisão em relação ao líder do DEM na Casa, Demóstenes Torres (GO). O democrata é suspeito de envolvimento com o empresário do ramo de jogos de azar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo.

Escutas telefônicas indicam que Cachoeira teria bancado despesas pessoais de Demóstenes. Para Dias, seria "ridículo" começar uma apuração no Congresso contra Demóstenes porque há três anos, segundo ele, o parlamentar já vem sendo investigado informalmente pela polícia. "Na verdade, ele está sendo investigado. Só não está sendo investigado oficialmente", afirmou.

Dias cobra rápido encerramento do inquérito da operação policial para que o partido tome uma posição no caso. Ele lembrou que, em 6 de março, o próprio Demóstenes pediu ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que fosse investigada sua relação com Cachoeira. Por isso, segundo Dias, seria desnecessária, por ora, a abertura de apuração contra Demóstenes na Corregedoria, no Conselho de Ética ou em uma CPI.

O líder tucano disse que a o pedido para esperar a conclusão das investigações policiais é uma posição pessoal. Ele afirmou que levará tal opinião amanhã aos colegas do partido nesta terça-feira, 27, em reunião da bancada para decidir qual a posição do partido em relação ao líder do Democratas. "Nesta hora, com a elegância necessária em relação a um colega, não nos cabe o pré-julgamento", declarou.

Segundo Dias, a oposição não está adotando o critério de "dois pesos e duas medidas" em relação a Demostenes. "Estamos sendo coerentes", afirmou o tucano. Ele ressaltou que nos casos de suspeitas envolvendo ministros do governo Dilma, os oposicionistas só cobravam investigações quando não havia apuração dos órgãos oficiais. Ainda assim, Alvaro avaliou que a situação de Demostenes é delicada. "A investigação cala uma das vozes mais fortes da oposição", disse.

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