Denis Ferreira Netto/Assessoria de Alvaro Dias
Denis Ferreira Netto/Assessoria de Alvaro Dias

Álvaro Dias promete corte de 10% em todas as despesas do governo federal

Candidato do Podemos acredita que 15 ministérios são suficientes, e quer reduzir a quantidade de deputados, senadores e vereadores

Lu Aiko Otta, Mariana Haubert, Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2018 | 15h41

BRASÍLIA  - O candidato do Podemos à Presidência da República, Álvaro Dias, disse há pouco que, se eleito, fará em 2019 um corte linear de 10% em todas as despesas do governo federal, num ajuste de emergência inspirado no programa adotado pela chanceler da Alemanha, Angela Merkel, em 2008. Para 2020, viria o ajuste estrutural, ouvindo todos os setores do governo. Ele acredita que há excessos cortáveis de 10% a 12% nos gastos do governo federal. “Aumentar impostos, nem pensar.” A proposta foi exposta há pouco no evento promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que sabatina hoje cinco candidatos.

Ele propõe uma reforma do Estado que combata privilégios e dê ao governo a legitimidade necessária para propor uma reforma da Previdência.

O candidato do Podemos acredita que 15 ministérios são suficientes, e quer reduzir a quantidade de deputados, senadores e vereadores. Defende também a privatização de estatais e a observância rigorosa do teto salarial do serviço público.

A reforma da Previdência, disse ele, “tem de começar pela transparência total”, deixando claro aos brasileiros o que aconteceu com o sistema previdenciário. Uma medida seria cobrar os inadimplentes, como clubes de futebol.

“De nada adianta o candidato dizer que vai recuperar o País se não romper com as estruturas que existem atualmente”, disse. Ele prometeu uma “refundação da República”, que passa por três desafios: o ajuste fiscal, a retomada dos investimentos e a agenda de competitividade.

“O Brasil não pode ser brinquedo entregue às mãos de aventureiros que querem com ele brincar”, discursou. “Não há solução para os problemas que afligem o pais se sustentarmos esse sistema corrupto que fracassou.” 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.