Tasso Marcelo/AE
Tasso Marcelo/AE

Alunos impedem professores de entrarem na UFRJ

Docentes do Instituto de História encerraram a greve, mas foram bloqueados na entrada da universidade

Agência Estado

13 de agosto de 2012 | 19h37

Um grupo de professores que decidiu encerrar a greve no Instituto de Historia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi impedido de entrar no prédio por estudantes. Cerca de 30 alunos bloquearam com cadeados os portões de acesso ao campus, localizado no centro do Rio. A ação causou um tumulto e discussão envolvendo um policial militar, que ameaçou romper os cadeados e liberar o acesso. Apesar da tensão, não houve confronto.

De acordo com o professor Francisco Teixeira, estudantes de outras instituições participaram da ação para inflamar o movimento. "A greve virou partidária. Nós tivemos conquistas substanciais na questão do salário e decidimos voltar pois estamos no limite para salvar o semestre."

Os estudantes negam as acusações e questionam a legitimidade da decisão dos professores. "É um posicionamento arbitrário. A volta foi decidida em uma reunião secreta, pela internet, sem adesão. Muitos professores questionam a decisão", afirmou a estudante Priscilla Marques, de 23 anos. Os estudantes planejam novo piquete na terça-feira, 14.

Em greve desde maio, os estudantes cariocas também ocupam o Canecão, espaço de shows na zona sul do Rio que pertence à universidade. No último domingo, como parte da programação da greve, o músico Jards Macalé fez um show gratuito no local e anunciou apoio aos estudantes. A universidade, em nota, repudiou a ocupação. "As precárias condições do espaço expõem os ocupantes a graves riscos de acidentes", informou o comunicado.

Servidores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Polícia Federal (PF) também realizaram protestos para pressionar as negociações com o governo federal. Os serviços da Fiocruz estão parcialmente suspensos. Apenas o atendimento no posto de saúde é mantido. Na PF, a emissão de passaportes continua suspensa até quinta-feira, quando uma assembleia geral decidirá os rumos do movimento. Na tarde de ontem, os agentes realizaram uma operação padrão no Aeroporto Internacional Tom Jobim, conferindo todas as bagagens e documentos dos passageiros.

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