Alunos impedem professores de entrar na UFRJ

Universitários mantêm greve para reivindicar melhorias e bloqueiam entrada de docentes que querem dar aula

Antonio Pita - O Estado de S. Paulo, Agência Estado

13 de agosto de 2012 | 12h13

Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizam um piquete na manhã desta segunda-feira em frente ao prédio do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (Ifcs) para impedir a entrada de professores que desejam retomar as aulas. Cerca de 30 estudantes bloquearam o acesso de professores, funcionários e alunos do instituto que recomeçariam as aulas nesta segunda-feira.

Uma viatura da Polícia Militar acompanha as manifestações. Os estudantes que organizam o bloqueio chegaram a discutir com um policial, que ameaçou furar o bloqueio. O princípio de tumulto foi contido por professores da universidade. O diretor do instituto, Fábio Lessa, também foi impedido de entrar no prédio, localizado no Largo de São Francisco, no centro do Rio. Segundo ele, a reitoria está ciente da manifestação, mas não intervirá no protesto dos estudantes. "Minha função é garantir a integridade física das pessoas e do patrimônio da universidade. Aqueles que querem se manifestar, podem fazer, mas quem quer dar aulas também tem o direito", afirmou.

O retorno às aulas foi decidido na última semana por um grupo de docentes do curso de História, contrariando a determinação do comando de greve. Os estudantes questionam a legitimidade da votação entre os docentes que definiu a retomada das aulas. Na última semana, os docentes organizaram um plebiscito via internet em que 26 professores votaram a favor do fim da manifestação. Nove professores votaram contra o fim da greve e oito se abstiveram.

"Nossa greve ainda está forte e vai continuar. Estamos lutando por melhorias na universidade e questionando os investimentos do governo federal em diversos serviços públicos", afirmou a estudante de história, Priscilla Marques, de 23 anos, que bloqueava o portão de acesso ao prédio. Segundo ela, o piquete deve continuar ao longo do dia, e somente à noite uma assembleia decidirá os rumos da manifestação. Os estudantes da UFRJ estão em greve há cerca de três meses. Um grupo também ocupa há três semanas o Canecão, antiga casa de shows do Rio que pertence à universidade.

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