Alta rejeição a Marta não preocupa Genoino

De acordo com a pesquisa Datafolha sobre as próximas eleições paulistanas, divulgada neste final de semana, o índice de rejeição à prefeita Marta Suplicy chegou a 43%, contra os 11% atribuídos ao candidato tucano José Serra. Já a rejeição ao ex-prefeito Paulo Maluf atingiu 50%. A pesquisa coloca Serra na frente, com 26% das intenções de voto, contra os 20% obtido tanto por Marta como Maluf. Contudo, o presidente nacional do PT, José Genoino, não se deixou impressionar e garantiu que seu partido vencerá as eleições municipais não apenas na capital paulista, mas também em Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Goiânia, Aracaju e Belém. Entrevistado no programa Canal Livre, da Rede Bandeirantes, ele afirmou que o PT não se amedronta com rejeição e que, até outubro, a popularidade do governo Lula estará em alta, em razão dos resultados favoráveis que serão obtidos até lá pela ação governamental. "Se o PT se amedrontasse com rejeição, não tinha crescido e chegado à Presidência da República. Rejeição você enfrenta e diminui na campanha. Ainda bem que um partido que quer mudar tem rejeição dos que são contra. Os nossos adversários vão sofrer uma grande derrota em São Paulo, e estão precipitando um debate nacional que nós vamos fazer a nosso modo, pois temos um bom governo para apresentar."Brasil-China e EUAGenoino discordou da avaliação do chanceler Celso Amorim em relação à matéria do jornal inglês ?Financial Times?, segundo a qual os Estados Unidos devem olhar com apreensão a aproximação entre o Brasil e a China. Para Amorim, os EUA são um país forte demais para se preocupar a respeito. Mas o presidente do PT tem outra visão. Para ele, os interesses da China são complementares aos do Brasil, e não concorrentes. "A China aposta muito no eixo diplomático Sul/Sul", disse, explicando que as relações sino-brasileiras já produziram grandes resultados nas áreas do agronegócio, da energia, da aviação e da computação. "Os Estados Unidos têm que compreender o multilateralismo no mundo de hoje. O mundo tem de ser multilateral. Os EUA têm peso, têm força, mas têm que compreender que o Brasil tem que ter seu espaço para defender seus interesses."

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