Aloysio se recusa a falar de política em evento da Fiat

O ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, que participou hoje da abertura de um evento da Fiat sobre acessibilidade de deficientes físicos a veículos em São Paulo, recusou-se a comentar a crise política entre o PFL e o PSDB e a declaração do pré-candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, de que seu oponente tucano, José Serra, teria comandado um esquema de escuta telefônica na empresa Lunus. Aloysio também recusou com veemência comentar a estratégia governista para aprovar a prorrogação da CPMF amanhã na Câmara. "Não vou falar sobre crise, nem política e nem CPMF. O que eu tinha que falar sobre grampo em já falei", afirmou aos jornalistas presentes ao evento.O ministro fez uma rápida palestra sobre os projetos do governo federal para regulamentar as leis sobre o acesso dos deficientes físicos no trânsito. No evento, a Fiat e o banco ABN Real doaram três simuladores de direção para testes de deficientes e três veículos preparados para o uso destes deficientes aos Detrans de São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. "Os simuladores vão estar a disposição do centro de formação de condutores dos Detrans e permitirão uma avaliação exata do grau de deficiência dos motoristas. Isto facilitará a adaptação aos novos veículos a serem fabricados e orientará a regulamentação das leis de acessibilidade em tramitação neste momento", explicou o ministro da Justiça.Após a palestra, ele deixou o evento da Fiat, em São Paulo, rumo a Brasília.

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