Aloysio: pesquisas não captam definição de última hora

O senador eleito Aloysio Nunes (PSDB) votou logo cedo, em São José do Rio Preto (SP), assim que abriu a seção eleitoral na qual está inscrito. Acompanhado de sua mulher e do ex-prefeito e deputado federal eleito Edinho Araújo (PMDB), ele voltou a colocar em dúvida as pesquisas de intenção de votos, lembrando que no primeiro turno era apontado como terceiro colocado e acabou eleito senador com 11 milhões de votos. "2% ou 3% mudam num piscar de olhos."

VALERIA GORAIEB, Agência Estado

31 de outubro de 2010 | 10h35

Segundo ele, "as pesquisas não captam movimentos de definição de última hora", argumentou. Mas descartou a defesa de regulação mais rígida dos institutos e da legislação sobre pesquisas. "É liberdade intrínseca à liberdade de imprensa. É necessário seguir as regras da legislação brasileira, principalmente sobre registro e consulta", avaliou.

Após descartar a possibilidade de assumir a Casa Civil, caso o candidato José Serra (PSDB) vença as eleições presidenciais, afirmando que "vai ficar no Senado", Nunes apontou como prioridade a alteração na divisão do Fundo de Participação do Estado (FPE), composto por parcelas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Renda (IR), do qual São Paulo recebe 1%. "O Supremo (Tribunal Federal) deu prazo de dois anos para modificar a forma de divisão", explicou. Por unanimidade, o STF decidiu que é inconstitucional a aplicação de uma tabela rígida de rateio do Fundo e a vigente só poderá ser aplicada até o exercício de 2012.

Ele também defendeu a regulamentação da Emenda 29, que determina porcentuais mínimos para União, Estados e municípios aplicarem na Saúde. "O governo federal tem se distanciado do financiamento do SUS e é necessário retomar sua participação", defendeu Nunes. A Emenda, de 2000, aguarda regulamentação no Senado.

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