Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) nega ligação com lobista

Senador tucano disse que acusações do ex-diretor da Siemens é 'uma grande armação política'

Ricardo Brito, Agência Estado

21 de novembro de 2013 | 19h42

Brasília - O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), negou nesta quinta-feira, 21, ter ligação próxima com o diretor-presidente da Procint, Arthur Teixeira, suspeito de intermediar propina a agentes públicos.

Estado revelou nesta quinta que o ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer enviou relatório ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em que afirma que o senaNones Ferreira teria "estreita relação" com lobista Arthur Teixeira, apontado como pagador de propinas para a formação de cartel dos trens em São Paulo entre os anos de 1998 e 2008.

"Não há vinculação estreita nenhuma. O que existe, na verdade, é uma grande armação política", afirmou. O líder tucano disse que manteve "contato, conversas e audiências públicas" com Arthur Teixeira, que, segundo ele, era uma empresa de consultoria do ramo ferroviário "reputada à época".

Ele afirmou ter tido "relações profissionais" não só com a Procint, empresa de Teixeira, mas "com todas as empresas do setor". "Eu era o encarregado do metrô e dos trens metropolitanos do Estado de São Paulo. Mas isso foi há 20 anos, quando não havia nenhuma sombra de suspeita sobre a formação de cartel", afirmou.

O tucano disse que o presidente do Cade, Vinícius Carvalho, recebeu uma "denúncia inepta" de uma pessoa que almejava receber um "emprego generoso" bancado pelo PT. "Uma denúncia sem prova, mentirosa e, no entanto, o presidente do Cade, que tem notórias vinculações com o PT, distribuiu essa nota, vazou à imprensa", criticou.

Segundo o líder do PSDB, a intenção é atingir dirigentes do PSDB e "principalmente" ele. O tucano disse ter protocolado um pedido de destituição do presidente do Cade no Senado "por ter mentido perante a Comissão de Assuntos Econômicos da Casa a respeito da sua filiação ao PT".

 

 

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