Marcos Corrêa/PR
Marcos Corrêa/PR

Almoço de Bolsonaro com autoridades dos três Poderes tem tom conciliatório e frutos do mar

Último a discursar, o presidente do Supremo, Dias Toffoli, afirmou que, apesar de boatos sobre "revanchismo" entre os Poderes, todos podem contar com a Corte para o "crescimento" da República 

Mateus Vargas, Julia Lindner e Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2020 | 22h07

BRASÍLIA - O almoço no Palácio da Alvorada promovido pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira, 5, para confraternização com chefes dos três Poderes e autoridades, teve discursos em tom amistoso e de conciliação.

O cardápio foi preparado pelo secretário da Pesca, Jorge Seif Jr., apelidado de "06" por Bolsonaro. Lula, camarão, polvo na brasa, salada, farofa especial, cheesecake e frutas de sobremesa foram servidos pelo secretário.

A refeição agradou aos presentes. Segundo um convidado, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, disse, em tom de brincadeira, que o secretário da Pesca ganhou pelo paladar o status de "indemissível" do governo, que também seria do ministro da Justiça, Sérgio Moro. O comentário arrancou risadas dos convidados.

Último a discursar, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, afirmou que, apesar de boatos sobre "revanchismo" entre os Poderes, todos poderiam contar com a Corte para o "crescimento" da República. 

Ao Estado, Toffoli disse que o objetivo do encontro foi "mostrar a harmonia e a independência dos Poderes e pensar o País”. 

O almoço serviu como confraternização pelo começo do ano de trabalho do Legislativo e Judiciário, além dos 400 dias do governo. "Convidei ministros, presidentes de tribunais nesse início de ano para bater um papo e dizer para eles que nós temos o privilégio de, juntos, dar um norte para o Brasil. É por aí a pauta de um breve almoço", disse Bolsonaro pela manhã.

Participaram do encontro os chefes dos três Poderes, ministros do governo, o vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), o procurador-geral da República, Augusto Aras, e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Além deles, participaram os presidentes da Caixa, Pedro Guimarães, e do Banco do Brasil, Rubem Novaes; os presidentes do Tribunal de Contas da União (TCU), José Monteiro, e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio Noronha e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM).

O presidente fez um pequeno discurso. Ele agradeceu a presença das autoridades e a "harmonia" dos Poderes. Afirmou que o "Brasil que queremos" depende do trabalho amistoso entre as autoridades presentes, segundo relatou um convidado. Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre  fizeram um discurso na mesma linha de Bolsonaro.

Ao final do almoço, Seif presenteou os convidados do presidente com produtos da empresa de sua família, que atua no ramo da pesca e produz atuns e sardinhas. 

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