Alianças municipais não afetam parceria com DEM, diz Aécio

Deputado ACM Neto (DEM-BA) concorda, mas diz que no Congresso Nacional os partidos devem ser aliados

Raquel Massote, da Agência Estado,

13 de março de 2008 | 19h24

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, disse nesta quinta-feira, 13, que as alianças que poderão ser formadas entre o PSDB e outros partidos para as eleições municipais não deverão afetar uma eventual parceria com os Democratas no futuro. Depois de um encontro com o deputado federal Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), no Palácio das Mangabeiras, o governador mineiro reiterou que a correlação entre os pleitos municipais e as eleições gerais de 2010 pode incorrer em "equívocos", devido às características da política local em cada uma das cidades. Dessa forma, Aécio acredita que ainda há possibilidade de reafirmar a aliança entre PSDB e DEM, devido à afinidade e identidade entre os dois partidos, que vem sendo mantida desde o governo Fernando Henrique Cardoso. "Acho que há uma possibilidade concreta de que sejamos novamente parceiros no futuro. De que forma, o tempo é que vai dizer", disse. Para o deputado baiano, PSDB e Democratas podem ter os seus projetos próprios de poder local, mas precisam necessariamente estar aliados no Congresso Nacional. "Temos a incumbência, o dever e a responsabilidade de fazer uma oposição construtiva para o País. É evidente que nós não podemos permitir que qualquer questão local, mesmo nos municípios onde o Democratas terá um candidato e o PSDB também, venha contaminar ou a prejudicar um alinhamento que é necessário para o Brasil e que principalmente, agora, é imprescindível para a condução dos trabalhos da oposição no Congresso Nacional", disse. A possibilidade de que os partidos tenham candidatos próprios à Prefeitura de São Paulo também não afetam o projeto nacional das suas legendas, na opinião do deputado. "Não podemos, de forma alguma, impedir que o PSDB também pretenda ter candidato a prefeito". Ele revelou que a mesma situação deve se repetir em Salvador, onde ele pretende disputar a prefeitura local sem a formação de uma chapa com os tucanos. "Eu acho que desenhos políticos vão acontecer, inclusive a intensificação de conversas entre partidos que, necessariamente, não estão alinhados hoje, afinal de contas o pacto eleitoral para 2006 vai ser respeitado até próximo à eleição de 2010. Em 2010, vai haver outro pacto. Não se pode querer, agora, antecipar com quais conformações vão estar este ou aquele partido para 2010". O deputado evitou criticar a possibilidade de formação de uma aliança entre o PSDB e o PT para a prefeitura de Belo Horizonte, que vem sendo costurado pelo governador Aécio Neves e o prefeito Fernando Pimentel (PT). "É evidente que as conversas podem ocorrer e ninguém deve condenar aqueles que estão conversando. Em Salvador, quem vai julgar um eventual diálogo entre o PSDB e o PT é a população, é o eleitor, nas urnas, quando tiver que fazer essa escolha".

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