Alianças em 2008, pensando em 2010, é 'insanidade', diz Lula

'Não tem lógica. A lógica é da especulação', diz presidente em conversa com a imprensa

Paula Puliti, da Agência Estado,

26 de abril de 2008 | 12h18

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de "insanidade" o fato de alguns pré-candidatos estarem fazendo alianças políticas em 2008, pensando em 2010. "Não tem lógica. A lógica é da especulação. Como isso não está na Bolsa (de valores), não é necessário especular", disse Lula em conversa com a imprensa, da qual participou também o governador de São Paulo, José Serra (PSDB).   A afirmação foi feita em resposta a questão sobre o apoio que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM) eventualmente daria ao governador José Serra em 2010 e também ao fato de o PMDB, partido da base aliada de Lula, ter fechado acordo de apoio a Kassab este ano.   "O fato de haver estas alianças municipais está dentro do prazo, porque daqui a alguns meses haverá eleições para a prefeitura", disse o presidente, que abriu, junto com Serra, a campanha de vacinação de idosos contra a gripe, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.   Lula não quis falar sobre a posição do PT em Minas Gerais, em relação a alianças. Para o presidente, trata-se de uma questão do presidente do PT, Ricardo Berzoini, e do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel. "Quero deixar claro que só participarei de campanha municipal, se tiver um único candidato da base contra a oposição. Se houver dois, não estarei presente", destacou.   Nesta semana, o PMDB que é da base aliada, fechou acordo para apoiar Gilberto Kassab (DEM), embora o PT estadual também estivesse negociando o apoio do PMDB para a candidatura Marta Suplicy, do PT. "As eleições municipais não estão na prioridade do presidente", reiterou Lula.   Para ele, a unidade da Base se dá no Congresso Nacional e está tranqüila. Lula disse não ter compromisso com nenhum partido, e não pediu compromisso algum para 2010. "Até porque não sou candidato", disse.

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