Aliança governista discutirá eleição em outubro

Os presidentes do PSDB, PFL e PMDB, os três maiores partidos que apóiam o governo Fernando Henrique Cardoso, vão aguardar a definição das regras e do quadro partidário para a montagem de uma agenda política com vistas às eleições de 2002. No almoço que reuniu hoje os deputados José Aníbal (PSDB-SP) e Michel Temer (PMDB-SP), e o senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), ficou decidido que, objetivamente, os dirigentes partidários só poderão tratar de eleições a partir do dia 5 de outubro, quando expira o prazo de filiação partidária para os candidatos e já estarão estabelecidas as regras. "É prudente conversar sobre a agenda política apenas depois do dia 5 de outubro", afirmou o presidente do PFL, Jorge Bornhausen, ressaltando que, por enquanto, os três dirigentes partidários vão tratar da agenda legislativa. Na próxima semana, farão uma reunião mais ampla, com a presença dos presidentes do PPB e PTB. Antes da chegada de Michel Temer ao restaurante, Bornhausen reclamou diretamente ao presidente do PSDB, José Anibal, do assédio que o tucano vem fazendo com o objetivo de filiar o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi, ao partido. O senador disse ser "injustificável" a pressão sobre o prefeito, e que isso poderia trazer consequências graves. Nas eleições municipais, o PFL perdeu prefeituras importantes no Paraná, mas manteve a de Curitiba depois de enfrentar um segundo turno com o PT. Com a saída dos senadores Osmar Dias e Álvaro Dias do PSDB, os tucanos estão em busca de políticos expressivos para comandar o partido no Paraná.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.