Aliança Francesa reabre teatro com ciclo de debates

A Aliança Francesa de São Paulo reinaugura seu teatro no dia 2 de junho com um ciclo de conferências que abordarão as relações do Brasil com a França. A organização dos eventos conta com a participação do Consulado Geral da França em São Paulo. Foram convidadas personalidades ligadas aos cenários político e cultural de ambos os países. No dia 2, o médico premiado e vice-ministro das Relações Exteriores da França, Renaud Muselier, abre o ciclo com a conferência "A França e o Brasil: a Europa e as Américas: qual parceria?"Dando seqüência aos debates, no dia 9 de junho, ex-ministro das Relações Exteriores , autor de muitos títulos e Professor-titular do Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito da Faculdade de Direito da USP, Celso Lafer, fará a palestra "A França e o Brasil no novo cenário Internacional". Em 16/06, será a vez de Renato Janine Ribeiro, com o tema "A cultura entre a França e o Brasil". Ele é professor titular de Ética e Filosofia Política na Universidade de São Paulo desde 1993, formado em parte na França , com mestrado em Filosofia pela Universidade de Sorbonne, atua em diversos segmentos da pesquisa universitária. Para fechar este primeiro ciclo, no dia 23/06, foi convidado Dominique Wolton, diretor de Pesquisas (CNRS) na França, que falará sobre o tema "A França e o Brasil e a outra globalização", assunto também de um de seus livros, lançado pela Editora Flammarion (1999), que discute as condições para que se organize, em termos mundiais, a convivência entre culturas diferentes. O novo teatro da Aliança Francesa, fica na rua General Jardim, 182, no centro de São Paulo. As palestras terão tradução simultânea. Os interessados podem se inscrever pelo site www.aliancafrancesa.com.brO inícioPoucos sabem quando as civilizações francesa e brasileira tiveram seu primeiro contato. Teria sido, provavelmente, há cinco séculos, quatro anos após a chegada dos portugueses ao Brasil em 1500, que um navio procedente do Havre aportou em Santa Catarina. Na seqüência, os marujos franceses travaram boas relações com os carijós nativos. Seis meses mais tarde, a bordo da nau francesa, seguiu um jovem índio, Essomericq, que jamais voltaria ao Brasil e acabaria por se casar com uma nobre francesa. Da união de Essomericq e Madame de Paulmier, uma vasta descendência - dezoito filhos - inaugurou relações de amizade e interesse mútuo entre os dois países.

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