Aliança entre Marina e PSB reforça 2º turno, diz tucano

Decisão de acordo surpreende equipe da pré-campanha tucana

DÉBORA ÁLVARES, Agência Estado

05 de outubro de 2013 | 13h24

A notícia da aliança entre a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e o governador Eduardo Campos (PSB) para as eleições do ano que vem pegou de surpresa a equipe que já trabalha na pré-campanha do senador Aécio Neves pelo PSDB e aumentou a convicção na oposição de que haverá segundo turno.

"É muito difícil que, no Brasil, uma operação política dessa magnitude tenha sido conduzida nesse vulto", destacou o senador tucano Aloysio Nunes (SP), que já acompanha Aécio em suas viagens de fim de semana pelo país.

Embora o discurso oficial de aliados de Marina e Campos os mantenha como pré-candidatos ao pleito de 2014, "marineiros" já admitem que a ex-ministra pode ocupar a vaga de vice na chapa do governador pernambucano.

Para o senador tucano, ainda é cedo para avaliar os impactos diretos da decisão nas intenções de voto de cada candidato. A última pesquisa Ibope encomendada pelo jornal O Estado de S. Paulo, divulgada semana passada, mostra a ex-ministra no segundo lugar das pesquisas, atrás apenas da presidente Dilma Rousseff, do PT.

"Agora vamos ter duas candidaturas muito fortes de oposição ao governo. Dessa forma, com certeza teremos os segundo turno.", ressaltou o tucano. É o contrário da aposta do marqueteiro da presidente Dilma, João Santana, que tem repetidas vezes demonstrado confiança em uma vitória no primeiro turno. "É impossível que, com esse cenário que se monta, a disputa fique no primeiro turno."

O possível candidato à Presidência Aécio Neves, em viagem à Nova York, não comentou a filiação de Marina ao PSB e as possíveis consequências da aliança para sua candidatura em 2014.

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