Aliados tentam votar MP de Meirelles esta semana, na Câmara

Atendendo a pressões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, a base aliada do governo espera votar esta semana, na Câmara, a Medida Provisória (MP) que dá status de ministro ao presidente do Banco Central. É o segundo item da pauta da Câmara e, desde que o procurador-geral da República, Claudio Fonteles, considerou a medida inconstitucional, os ânimos entre os deputados se acirraram. O presidente da Câmara, João Paulo Cunha( PT-SP), prometeu reforçar as negociações com os partidos de oposição na tentativa de aprovar a MP. O líder do governo, deputado professor Luizinho (PT-SP), disse que a medida é inegociável, uma vez que o governo não tem outra alternativa nesse momento. Se não for aprovada pela Câmara e pelo Senado até o dia 13 deste mês, ela perde a validade. Desse modo, a idéia de rejeitar a MP e tentar aprovar uma emenda constitucional, que seria bem vista pela oposição, está totalmente afastada. Resta apenas ao governo fechar os votos dos partidos aliados e, sobretudo, do PMDB para garantir a aprovação.A Câmara e o Senado estão com suas pautas trancadas por conta de medidas provisórias. Esse é outro problema que o governo enfrentará na semana, pois a oposição promete aprovar apenas propostas que sejam realmente relevantes e urgentes, como manda a Constituição, e ainda que passem pelas comissões mistas, como pede o regimento. A discussão sobre a mudança de regras está em curso, mas tanto PSDB quanto PFL entendem que isso só acontecerá depois que o presidente Lula reduzir a edição de Mps.Esta semana, o governo pretende ainda concluir na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado a votação do projeto que cria as parcerias público-privadas (PPPs). Depois disso, será feito um esforço para apressar a votação dessa proposta no Senado, mas para atingir esse objetivo a pauta não poderá estar travada por MPs.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.