Aliados dizem que Lula "demonstrou tranquilidade de quem não deve"

"Querem tirar Lula de qualquer disputa política e tem agente público que se presta para isso", opinou deputada do PCdoB Jandira Feghali (RJ).

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2016 | 16h04

BRASÍLIA - Parlamentares do PCdoB foram os primeiros a repercutir o discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a denúncia oferecida ontem contra ele pelo Ministério Público Federal (MPF). Aliados fiéis dos governos petistas, os comunistas disseram que Lula demonstrou "a tranquilidade de quem não deve" e acusaram os promotores tentarem "criminalizar um projeto popular".

Enquanto Lula ainda discursava em um hotel da capital paulista, os parlamentares já encaminhavam seus comentários por meio da assessoria da bancada na Câmara. "Lula tem a tranquilidade de quem não deve e, portanto, não teme. Por isso já prestou todos os esclarecimentos. O ataque que ele está recebendo é apenas mais um dentro desse movimento conservador que conseguiu tirar do poder uma presidente legítima e parece que vai continuar tentando de tudo para impedir que o povo tenha a chance de eleger Lula em 2018. Esse é o verdadeiro xis da questão", declarou o deputado Chico Lopes (PcdoB-CE).

A líder da Minoria na Câmara e candidata à Prefeitura do Rio de Janeiro, Jandira Feghali (PcdoB-RJ), concluiu que está em curso uma manobra para tirar o petista da disputa presidencial de 2018. "É uma excrescência o que está acontecendo. É incrível como continuam perpetrando um golpe com agentes públicos. Cadê as provas? O sítio não é dele, o apartamento do Guarujá já apareceu o dono. Querem criminalizar um projeto popular, democrático no Brasil, criminalizando seus principais líderes. Primeiro foi o impeachment de Dilma e agora tentam atacar Lula. Querem tirar Lula de qualquer disputa política e tem agente público que se presta para isso", disse.

O líder da bancada do partido na Câmara, Daniel Almeida (BA), repetiu o discurso da defesa do ex-presidente de que a denúncia é uma "ficção". "É uma manifestação de caráter político, uma obra de ficção, para atingir Lula e o projeto que ele representa. É intolerável. Cabe ao Ministério Público Federal zelar pelo respeito às leis e não ficar fazendo denúncia sem provas", afirmou.

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