Aliados definem estratégias para evitar CPI

Os líderes aliados do Senado estão examinando dois tipos de ação para impedir a instalação da CPI que pretende investigar o funcionamento dos bingos. Uma das possibilidades é evitar a indicação dos integrantes da comissão. Outra estratégia seria arguir a inconstitucionalidade, em plenário, assim que o requerimento for lido. O argumento principal seria que não há fato determinante, nem prazo estabelecido no requerimento. Mas se isso for confirmado, a senadora Heloísa Helena (sem partido), deve recorrer da iniciativa. A estratégia de ação dos aliados foi sugerida pelo tucano Eduardo Siqueira Campos (TO). "Não indicar os integrantes da CPI é o pior caminho. Eles (os aliados do governo) é que têm de questionar a constitucionalidade. Eles precisam aprender a ser governo", disse Siqueira Campos. Segundo ele, caso os líderes não façam as escolhas para compor a CPI, a oposição poderá buscar uma alternativa no regimento interno comum: o presidente do Senado assume a prerrogativa de fazer as escolhas em substituição aos líderes.Heloísa Helena acha impossível senadores retirarem assinaturaA senadora Heloisa Helena garantiu que é impossível que 29 dos senadores que assinaram o requerimento de instalação da CPI dos Bingos retirem suas assinaturas. "Nem na máquina de moer gente eles retiram os nomes", afirmou. Os líderes aliados do governo têm prazo até a publicação do requerimento no Diário Oficial para retirar as assinaturas. Mas, segundo Heloísa Helena, os que assinaram o documento "são senadores que não admitem ser transformados em moleques". A senadora disse que o Palácio do Planalto está agindo "de forma vergonhosa" e montando um balcão de negócios sujos no Senado para impedir a instalação da CPI.

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