Aliados de Temer não farão perguntas a testemunhas de defesa, diz Aécio

Senador alegou que o objetivo é acelerar o processo e argumentou que as testemunhas já foram ouvidas na Comissão Especial do Impeachment

Isabela Bonfim, Bernardo Caram, Isadora Pero e Fábio Fabrini, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2016 | 12h16

BRASÍLIA - O senador Aécio Neves (PSDB-MG) anunciou que os senadores da base de Michel Temer entraram em acordo para não fazer perguntas para as testemunhas da defesa, que devem ser ouvidas tão logo a sessão de julgamento do impeachment retorne, às 13h, após intervalo para almoço.

"A nossa decisão é de não perguntar. Todos aqueles que apoiam abertamente o impeachment estão retirando suas inscrições para questionamentos", afirmou. A decisão inclui líderes de partido que, até a última estratégia, estavam liberados para questionar em nome de suas bancadas.

O senador alegou que o objetivo é acelerar o processo e argumentou que as testemunhas já foram ouvidas na Comissão Especial do Impeachment. "Por economia processual, só iremos intervir se for necessário. O objetivo é adiantar o processo e chegarmos ao ponto final, que é ouvir a presidente", disse.

Confusão. O senador comentou a grande confusão que se instaurou no plenário após a intervenção do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que com o objetivo de acalmar os ânimos, atacou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e intensificou as discussões."É difícil analisar uma manifestação pessoal. A atitude de Renan foi precedida por outra de Gleisi. Muitos senadores se excederam. Agora, com o intervalo, talvez com um chazinho de camomila ou um suquinho de maracujá, os senadores voltem mais calmos."

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