Aliados de Renan querem convencê-lo a pedir licença

Apesar dessa negociação em curso, a oposição não pretende dar trégua e vai obstruir votações na Casa

Cida Fontes, do Estadão

12 de setembro de 2007 | 18h34

  Aliados políticos do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), vão convencê-lo a pedir uma licença ou férias de 30 dias para que seja articulada a retomada da normalidade na Casa. Apesar dessa negociação em curso, a oposição não pretende dar trégua e senadores do PSDB acusaram o PT de ter absolvido Renan com as seis abstenções.   Veja também: Especial: Renan escapa da cassação por 40 a 35  Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  'Absolvição macula política brasileira', diz especialista  Galeria de imagens: confusão, soco e discussões Confusão, soco e discussões marcam 'julgamento'   Blog do Piza: Indecorosa absolvição   'Calvário não é só de Renan, é do Senado' PT nega articulação para absolver Renan 'Vou para a igreja rezar', diz Renan após absolvição Deputados e senadores trocam socos antes de sessão Ouça áudio do tumulto no Senado  Fórum: dê a sua opinião sobre a decisão do Senado Enquete: você concorda com a absolvição de Renan?     "O PT deu os seis votos da abstenção. O PT não teve coragem de mostrar a cara e usou a abstenção", afirmou o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), que em novembro deve assumir o comando do partido.   Ao seu lado, o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), não escondeu a indignação e acenou com um cenário nebuloso. " A crise continua e está fora de nosso controle. Se tivermos vergonha, temos que engrossar não apenas na votação da CPMF. Temos que radicalizar pois este nível de relação promíscua não pode continuar", enfatizou.   O discurso dos tucanos responsabilizando o PT foi reforçado com a declaração de voto do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que se absteve e foi acusado de ter comandado a operação em favor da abstenção no plenário. Ao final, o petista ainda defendeu a licença de Renan do cargo de presidente.   "Agora todo mundo é corajoso", reagiu Sergio Guerra. O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) afirmou que, como ainda há processo contra Renan em tramitação no Conselho de Ética, o peemedebista ainda pode ser condenado. "Vamos conseguir cassá-lo", disse Torres. Além do PSDB, outros senadores atribuíram a vitória de Renan ao PT. "É evidente que os votos saíram do PT", concluiu a senadora Patrícia Saboya (PSB-CE).   O placar final já era esperado por conta das articulações no plenário durante a sessão. Antes do início da sessão secreta a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) comentou com senadores que, pelas estimativas, havia um empate: 40 senadores eram favoráveis à cassação e outros 40 à absolvição e que seria feito um trabalho em plenário em favor da manutenção do mandato de Renan.   O líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN), disse  que seu partido continuará obstruindo obstrução na casa porque não concorda em ter as sessões presididas pelo senador Renan.  

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