Aliados de Lula lideram disputa pelo Senado na Bahia

A pesquisa Datafolha divulgada hoje mostra que a corrida pelas duas vagas para o Senado pela Bahia tem três aliados do governo Luiz Inácio Lula da Silva na dianteira. O senador César Borges (PR), com 34%, lidera a disputa, segundo o instituto, seguido pela ex-prefeita de Salvador Lídice da Mata (PSB), com 26%, e pelo deputado Walter Pinheiro (PT), com 20%. Borges integra a chapa do ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), enquanto Lídice e Pinheiro formam com o atual governador, Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição.

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

26 Julho 2010 | 20h25

Em quarto lugar, com 7%, aparece o vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito (PTB), que passa por um conflito: seu partido apoia o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, mas a chapa que integra na Bahia, encabeçada por Geddel, apoia a candidata petista, Dilma Rousseff. Dilma esteve presente, por exemplo, no lançamento da candidatura de Brito - que chegou a pedir votos para ela.

Só a partir daí surgem os candidatos da oposição, como o ex-prefeito de Feira de Santana José Ronaldo (DEM), com 7%, e seu colega de partido, o deputado José Carlos Aleluia, com 6%. Caso a pesquisa se confirme, o DEM perderia a vaga que atualmente ocupa, com Antônio Carlos Magalhães Júnior, que herdou o cargo do pai, morto há três anos. Mais: o bloco "carlista", presente no Senado nas últimas três décadas, pode ficar sem representantes na Casa - o terceiro senador pelo Estado, eleito em 2006, é João Durval Carneiro (PDT).

O partido, porém, ainda avalia que não há motivo para grande preocupação agora e aponta o alto índice de eleitores indecisos no Estado (60%) como fator que pode provocar grandes mudanças no cenário. "A campanha ainda está muito no início", avalia Aleluia. "Acredito na vitória."

Do lado governista, a confiança é grande. Hoje, por exemplo, Pinheiro não só disse acreditar que vai conquistar uma das vagas, como admitiu "ter condições" de disputar o governo baiano pelo PT em 2014. Ele atribui o fato de estar em terceiro nas pesquisas por seu nome ter sido lançado para a disputa a uma vaga no Senado há pouco tempo e a candidatura, por isso, ter sido pouco divulgada.

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