André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Aliados de Geddel ganharão mais poder no Palácio do Planalto

Indicados do ex-ministro vão assumir cargos mais altos no governo

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

08 Maio 2018 | 21h52

BRASÍLIA - Preso desde setembro e agora réu no caso do bunker dos R$ 51 milhões, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) não só mantém aliados trabalhando no Palácio do Planalto como seus indicados vão ganhar mais poder no governo Michel Temer. 

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Aliado do ex-ministro, Carlos Henrique Sobral deixará a chefia de gabinete da Secretaria de Governo para assumir a secretaria-executiva do ministério. Com a mudança, passará a ser o número dois da Pasta, abaixo apenas do ministro Carlos Marun (MDB).

Sobral vai assumir a secretaria-executiva no lugar de Ivani dos Santos. Também aliada de Geddel, ela foi convidada por Marun para assumir o comando a Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres da Presidência. As mudanças devem ser publicadas até sexta-feira no Diário Oficial da União.

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Sobral e Ivani começaram a trabalhar com Geddel quando ele ainda era deputado federal. Os dois também assessoram o emedebista quando ele foi ministro da Integração Nacional no segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Depois de deixar a gestão Lula, eles foram trabalhar na Câmara. Ivani atuou na liderança do MDB, enquanto Sobral foi nomeado assessor especial da Presidência da Casa em 2015, quando o ex-deputado preso Eduardo Cunha (MDB-RJ) assumiu o comando da Câmara. 

Os dois assessores foram trabalhar no Palácio do Planalto em maio de 2016, quando Geddel assumiu a Secretaria de Governo após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e a ascensão de Temer à Presidência da República.

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Geddel pediu demissão do cargo em maio de 2016 após ser acusado de pressionar o então ministro da Cultura Marcelo Celero para liberar obra na Bahia. Mesmo com ele fora do Planalto, os dois assessores foram mantidos no governo pelos sucessores do emedebista.

O ex-ministro também mantém aliados trabalhando no Legislativo. Como mostrou o Estadão/Broadcast no início de maio, Afrísio Filho permanece há 21 anos no cargo de diretor legislativo da Câmara, com salário de R$ 33,9 mil.

Afrísio é irmão de Geddel e do deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA). Os dois emedebistas se tornaram réu nesta terça-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do bunker de R$ 51 milhões encontrado pela Polícia Federal em um apartamento em Salvador.

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