Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

Aliados de Cunha vão usar precedente de Dilma para tentar aprovar pena mais branda para peemedebista

Ricardo Lewandowski aceitou a votação em separado do impeachment e da inabilitação para função pública; de acordo com Paulinho da Força (Solidariedade-SP), haverá uma reunião nos próximos dias para analisar melhor a decisão do ministro do STF e decidir a estratégia de defesa

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2016 | 17h58

BRASÍLIA - Aliados do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pretendem apresentar, durante a votação do processo de cassação do peemedebista na Câmara, destaques e emendas para tentar aprovar uma pena mais branda do que a perda de mandato do parlamentar. 

Eles vão alegar que a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowsk, de aceitar a votação em separado do impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff e da sua inabilitação para função pública abre um precedente para se aplicar ao caso Cunha.

"Certamente vamos apresentar", afirmou o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SP), do Solidariedade. De acordo com o parlamentar, os aliados de Cunha ainda vão se reunir nos próximos dias para analisar melhor a decisão de Lewandowski e  fechar a estratégia e decidir de que forma vão apresentar os destaques. 

Outro membro da chamada "tropa de choque" de Cunha na Câmara, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) avalia que a decisão do presidente do STF "abre a possibilidade" para que a defesa de Cunha trabalhe para aprovar uma pena mais branda. "Pau que dá em Chico, dá em Francisco", parafraseou. 

O peemedebista ponderou, contudo, que mesmo que eles apresentem emendas, Cunha precisará de votos para aprovar a pena mais branda. "Não é só o regimento que vai salvá-lo", afirmou Marun. Ele diz que, como advogado, achou a decisão de Lewandowski "inconstitucional", mas não cabe a ele nem ao PMDB questionar.

Ex-aliado de Cunha, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também avaliou há pouco que a decisão do presidente do STF "abre um precedente" para o caso do peemedebista. Ele disse estar falando "em tese" e que irá se reunir com sua assessoria técnica e com líderes partidários para avaliar como procederá.

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