Aliados da petista procuram culpado por provável derrota

Direção do PT vê erros no combate à rejeição de Marta; coordenação de campanha critica comando do partido

Clarissa Oliveira, O Estadao de S.Paulo

24 de outubro de 2008 | 00h00

A expectativa de que dificilmente a ex-ministra Marta Suplicy conseguirá virar o jogo na eleição paulistana começou a acirrar os ânimos no PT. Antes mesmo da ida às urnas, grupos petistas envolvidos na corrida municipal começaram a buscar culpados para o desempenho de Marta, antecipando a briga que será travada na sigla após a eleição.Nos bastidores, membros da direção nacional do PT não escondem a insatisfação com a forma como a campanha foi conduzida. A avaliação é de que faltou "autocrítica" ao grupo de Marta, que teria falhado "em todas as frentes" no combate à rejeição da candidata e na reconquista da classe média. Na coordenação em São Paulo, petistas dizem que a direção nacional não contribuiu em nada. A tese é de que faltou orientação e, principalmente, participação de lideranças nacionais em atividades.Dada como praticamente certa por aliados de Marta, a eventual derrota será jogada também no colo do marqueteiro João Santana. Dirigentes nacionais e membros da coordenação divulgam a versão de que Santana cometeu erros graves de avaliação, atribuindo a ele a propaganda que questionou a vida pessoal de Kassab.Apesar da temperatura alta, o PT tende a colocar panos quentes na briga travada por causa da campanha em São Paulo. O Diretório Nacional petista se reúne nos dias 6 e 7 de novembro para fazer um balanço da corrida eleitoral. "Acreditamos que o PT sairá da eleição com um crescimento na faixa de 35% em todo o País", disse o presidente nacional do partido, deputado Ricardo Berzoini (SP). "Vamos fazer uma avaliação madura e tranqüila", completou o secretário-geral do PT, deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP). "Nossa constatação será a de um grande crescimento do PT", completou o presidente municipal da sigla, José Américo Dias.

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