Aliados contabilizam 225 votos para Aldo na Câmara

Em reunião que terminou na madrugada desta terça-feira, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e o grupo de parlamentares que apóia sua candidatura à reeleição para a presidência da Câmara avaliaram o quadro da disputa contra o petista Arlindo Chinaglia (SP). De acordo com participantes do encontro, Aldo contabiliza cerca de 225 votos. Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa obter 257 votos.Na avaliação dos aliados de Aldo, o lançamento de um terceiro nome na disputa foi visto como positivo. Eles acreditam que, em um eventual segundo turno, a tendência é que o grupo da chamada terceira via apóie a reeleição do atual presidente da Câmara.O argumento deles é que Aldo tem condições maiores de agregar apoios no segundo turno por conta de seu trânsito nos diversos partidos. "A disputa ainda está indefinida e nesse momento a contabilidade dos votos está muito parecida", afirmou o deputado e senador eleito Renato Casagrande (PSB-ES).O líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia, que também participou da reunião com Aldo, afirmou que Chinaglia terá dificuldades para cumprir todas as promessas que tem feito para conseguir votos nas bancadas partidárias. Para ele, no entanto, a adesão formal dos partidos a Chinaglia não significa votos favoráveis a ele. "Quando se começa a oferecer cargo no governo, os partidos acabam indo, mas não necessariamente os votos", avaliou.Terceira viaNa tarde desta terça-feira, o grupo suprapartidário que defende uma candidatura alternativa à presidência da Câmara deve anunciar o nome escolhido. Os coordenadores do movimento se reúnem às 15 horas para decidir. Entre os mais cotados, estão Gustavo Fruet (PSDB-PR) e Luiza Erundina (PSB-SP).O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), um dos coordenadores do movimento, acusou nesta terça-feira o grupo de Chinaglia de estar espalhando mentiras para obter votos. Segundo ele, os aliados do petista ficam dizendo aos deputados que, caso eles votem no candidato que não seja o da maior bancada, ficarão sem vaga nas comissões. "Nenhum deputado fica sem comissão", afirmou Gabeira. "É importante que todos saibam disso".

Agencia Estado,

16 de janeiro de 2007 | 13h20

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