André Dusek|Estadão
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Aliados admitem que saída de ministro do Turismo é desgastante para governo

Líderes de partidos que apoiam governo Temer, entretanto, alegam que a gestão do peemedebista demonstrou ser diferente da antecessora

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2016 | 17h32

BRASÍLIA - Líderes de partidos aliados ao governo Michel Temer reconheceram que a saída de mais um ministro é desgastante, mas alegaram que a gestão do peemedebista demonstrou ser diferente da antecessora, a presidente afastada Dilma Rousseff, que na avaliação deles "passava a mão na cabeça dos seus". Citado na delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, pediu demissão do cargo nesta quinta-feira, 16.

"É óbvio que não estamos vivendo dias normais, em algum momento o ministro Henrique Eduardo Alves (Turismo) deve ter se sentido desconfortável em continuar à frente do ministério", comentou o líder do DEM na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM). Pauderney reconheceu que o governo poderia desde o início da nova gestão ter adotado o critério de não fazer nomeações de investigados na Operação Lava Jato, mas que nas últimas demissões se comportou da maneira correta. "Ele (Temer) não está acobertando", comentou. "Não tenha dúvidas de que há desgaste, mas seria maior se não se tomassem providências."

Já o líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), afirmou que o governo Michel Temer tem deixado clara a sua diferença em relação ao governo Dilma Rousseff e que agora é a hora de buscar um substituto para Alves. "Esses percalços todos vão sendo superados, ninguém é insubstituível."

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