Marcos de Paula/Estadão
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Aliado diz que acusações a Cabral são 'suposições'

Cabral, segundo a revista Veja, está entre os acusados de se beneficiarem de um esquema de pagamento de propina, por parte de empresas que têm contratos com a Petrobrás

LUCIANA NUNES LEAL, Estadão Conteúdo

08 de setembro de 2014 | 11h53

Em conversa com aliados no fim de semana, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) apontou "falta de consistência" nas informações sobre denúncias feitas pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa à Polícia Federal.

Cabral, segundo a revista Veja, está entre os acusados de se beneficiarem de um esquema de pagamento de propina, por parte de empresas que têm contratos com a Petrobrás, a governadores e parlamentares. O ex-governador disse que não há qualquer dado concreto sobre as acusações. "É natural que esse tipo de notícia gere uma irritação, mas Cabral está muito tranquilo. O que existe até agora são conjecturas. O que o ex-diretor da Petrobras disse? Que falava com governadores? A primeira coisa que tem que saber é o que exatamente foi dito por Paulo Roberto Costa. Até agora são apenas suposições. Cabral sempre deu liberdade total de decisão aos seus secretários, imagina se ia se meter em assuntos do governo federal. Não existe isso", disse o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, deputado Paulo Melo (PMDB), um dos políticos mais próximos de Cabral.

Melo repetiu o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), candidato à reeleição, e disse que a chance de um possível efeito negativo na campanha do PMDB do Rio "é zero". Em nota distribuída no sábado, 6, a assessoria de Cabral disse que o ex-governador "jamais indicou ou interferiu nas nomeações do governo federal, tampouco nas decisões gerenciais da Petrobras". O texto citou que "quando Sérgio Cabral foi eleito governador, em 2006, Paulo Roberto já era diretor da Petrobras". "O ex-governador repudia a inclusão de seu nome em qualquer dos fatos supostamente relatados pelo ex-diretor", conclui a nota.

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