Aliado de Serra defende que PSDB defina seu candidato

O deputado Alberto Goldman (PSDB-SP), que deixou nesta quinta-feira a liderança tucana da Câmara dos Deputados, disse que a legenda precisa escolher seu candidato presidencial, entre o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito da Capital, José Serra, no menor prazo possível para poder contrapor-se no debate público com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Goldman apóia Serra.Ele discordou, porém, da avaliação feita na manhã de hoje por Alckmin, na qual a demora da escolha da candidatura estaria prejudicando o partido. "Não acho que a demora está prejudicando o partido. A demora é em função da natureza complexa da questão, das duas possibilidades de candidatura forte", disse, ao chegar ao hotel Renaissance, em São Paulo, para participar do seminário Renovar Idéias: Política Monetária e Crescimento Econômico no Brasil, realizado pelo Instituto Teotônio Vilela, ligado ao PSDB, e pelo Instituto de Estudos e Desenvolvimento Industrial (Iedi).Embora tenha admitido que o prazo de decisão "está se esgotando", Goldman destacou que o tempo político não segue ao calendário padrão e, por isso, a decisão sobre o candidato poderá acontecer antes ou depois do Carnaval. "O processo está em decantação e, como catalisador, para acelerar essa decantação o produto químico utilizado é saliva. A decisão é muito difícil e por isso é preciso um processo de conversa e não há outra forma além de negociar", explicou.Segundo Goldman, o prefeito José Serra não está indeciso, mas apenas aguardando uma decisão do partido em lançá-lo ou não à Presidência da República. Além disso, ele entende que o processo decisório não ficará limitado somente ao "triunvirato" formado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, pelo governador de Minas, Aécio Neves, e pelo presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE). "A decisão é do partido e nem Serra e nem Alckmin são candidatos deles próprios. Eles serão candidatos do partido e com certeza se submeterão à decisão partidária", opinou. Ele disse que a decisão poderá ficar nas mãos do Diretório Nacional do PSDB. "Não acredito que prévias sejam o melhor instrumento para a escolha nesse caso", avaliou.DúvidasO deputado federal Eduardo Paes (PSDB-RJ) disse acreditar que o prefeito de São Paulo, José Serra, parece ainda ter dúvidas sobre se disputará ou não a posição de candidato do PSDB à Presidência da República. Segundo o deputado, embora as pesquisas coloquem Serra em posição mais vantajosa do que Alckmin, o prefeito tem de lidar com uma condição especial e difícil, que é deixar o cargo antes mesmo de completar a metade do mandato."Ele mesmo (Serra) ainda não está convencido. Além disso, não tem o partido todo com ele", disse Paes, que participa de seminário "Renovar Idéias - política monetária e o crescimento econômico do Brasil", promovido pelo Instituto Teotônio Vilela, do PSDB e pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Paes ressaltou que qualquer que seja o candidato escolhido pelo partido, ele terá de apoiar o outro. "O PSDB estará junto na disputa à Presidência."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.