Aliado de Renan tentará barrar voto aberto no Conselho

O senador Wellington Salgado-que também pediu vista do relatório- pediu estudo ao CCJ sobre a polêmica

Agência Brasil

03 Setembro 2007 | 17h24

O senador Wellington Salgado (PMDB-MG) anunciou nesta segunda-feira, 3, que pretende apresentar ao Conselho de Ética, na reunião de quarta-feira, um recurso para suspender a votação do relatório que pede a cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros.  Na semana passada, o conselho aprovou, por maioria, o voto aberto para decidir se acata o pedido de cassação ou se arquiva a matéria.   Veja também:   Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação  Cronologia do caso Renan Nova denúncia: Renan tem de explicar propinas     Salgado- que pediu vista do processo e, por isso, a votação do relatório ficou para quarta-informou que pediu um estudo a assessores jurídicos para saber se cabe um pedido, com efeito suspensivo, para que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) decida se o processo de votação no Conselho de Ética deve ser por de voto aberto ou secreto.   "Acho que este assunto tem que ser resolvido no Senado, sem a necessidade de recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF)", defendeu o peemedebista.   O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) comentou que o recurso pretendido por Wellington Salgado "não tem cabimento".   Torres lembrou que a função dos senadores da CCJ restringe-se à análise da legalidade e da constitucionalidade da matéria. "Se tiver algum problema, algum equívoco, a matéria será automaticamente remetida de volta ao Conselho de Ética para as devidas correções", disse o senador.     Processos   Renan já responde a três processos no Conselho de Ética. Ele é acusado de ter despesas pessoais pagas pelo lobista de uma empreiteira, de usar laranjas na compra de rádios e jornais em Alagoas e de ter ajudado a cervejaria a Schincariol a obter favores do governo.   Na terça-feira, acaba o prazo para a entrega de sua defesa no Conselho de Ética, sobre o suposto favorecimento à cervejaria Schincariol.   Na quarta-feira, o conselho votará o relatório de Marisa Serrano (PSDB) e Renato Casagrande (PSB), dois dos três relatores do primeiro caso envolvendo o presidente do Senado. Segundo o documento, Renan teria mentido em sua defesa e quebrou decoro parlamentar.   A votação começou na última quinta-feira, mas foi adiada após pedido de vista dos senadores Wellington Salgados e Gilvan Borges, ambos do PMDB. Para a oposição, o adiamento da votação foi mais uma manobra dos aliados do presidente do Senado.

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