Aliado de Jader dizia ter influência na Sudam

O empresário Romildo Onofre Soares - aliado político do presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), afirmava, quando chegou a Tocantins, que tinha influência na Sudam. "Ele dizia que, na Sudam, tinha facilidades em conseguir financiamentos", lembra o ex-secretário de Turismo do Estado e hoje prefeito de Paraíso do Tocantins, a 70 quilômetros de Palmas, Ider Alencar. O prestígio de Soares chegou até à prefeitura da cidade, da qual conseguiu um terreno sem dificuldade. "O processo está todo irregular. Ao invés de conseguir uma titulação provisória, ele obteve a escritura definitiva da área onde estão hoje os seus projetos", afirma o secretário de Indústria e Comércio da prefeitura de Paraíso do Tocantins, José Carlos Camargo.Segundo ele, nem mesmo os projetos das obras, uma exigência da prefeitura, foram apresentados. "Acredito que houve facilidades", diz o secretário. Segundo o prefeito de Paraíso do Tocantins, Soares era desconhecido de todos na cidade. "Pelo palavreado, pelo modo de vestir-se, não aparentava ser uma pessoa que iria investir R$ 20 milhões, como dizia", afirma Alencar. "A minha impressão pessoal é que era um testa-de-ferro de alguém".Nesta sexta-feira , a Polícia Federal (PF) começa a ouvir os depoimentos do empresário Eneuses Afonso Pereira, e de um advogado, o ex-coletor de impostos de Paraíso do Tocantins Luiz Antônio Barbosa de Carvalho, que teriam ouvido de Soares a declaração, num encontro informal, de que 10% dos recursos da Sudam seriam para Jader. A revelação foi feita pela chefe da Coletoria da Secretaria de Fazenda da prefeitura, Eliana Pereira.Segundo o delegado que apura as fraudes da Sudam, Hélbio Dias Leite, não será necessária uma acareação entre todos.Eles devem ser chamados a depor em Palmas. Pereira não quer dar declarações, enquanto Carvalho afirma que a única confissão escutada de Soares foi a de que era amigo de Jader.

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