Aliado de Cunha na Câmara, deputado Bacelar lamenta prisão

Prlamentar do PR disse que está triste, mas que 'decisão judicial precisa ser cumprida'; Ele afirmou não saber se trata de uma conspiração contra deputado cassado, mas diz que ele 'escreveu seu nome na história do País e pagou o preço'

Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2016 | 19h13

SÃO PAULO - Membro da chamada “tropa de choque” de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Câmara, o deputado João Carlos Bacelar (PR-BA) lamentou a prisão do deputado cassado, nesta quarta-feira, 19. O parlamentou disse estar “triste” com o episódio, por Cunha e por sua família. 

“Decisão judicial precisa ser cumprida. Mas fiquei triste, porque sou amigo dele, nunca neguei”, declarou Bacelar, um dos nove deputados que votou contra a cassação de Cunha. O deputado cassado foi preso nesta tarde em seu apartamento funcional em Brasília por ordem do juiz da Lava Jato, Sérgio Moro. 

O parlamentar do PR ainda afirmou que o ex-presidente da Casa é um líder nato, por ter conduzido o processo de impeachment, e que “escreveu seu nome, de forma mais ou menos clara, na história do País e pagou esse preço”.

Questionado se concorda com a tese de Eduardo Cunha, que trata-se de uma conspiração, de que é perseguido por ter acatado, enquanto presidente da Câmara, o processo de impeachment, Bacelar desconversa. “Não sei [se é uma conspiração], mas que o processo dele correu mais rápido que os outros, correu”, afirmou. 

Bacelar também evitou comentar uma possível delação premiada de Cunha. Ele disse que não conversam desde a semana passada e que pretende falar com a família ao longo dos próximos dias. Sobre possível prisão da esposa do peemedebista, a jornalista Cláudia Cruz, Bacelar acredita que não deve acontecer, porque ela foi "vítima" do processo. "Com todo respeito ao Sérgio Moro, mas acho que a esposa não se aplica", disse.

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