Roberto Stuckert Filho/PR
Roberto Stuckert Filho/PR

Aliado de Campos em Minas, prefeito de BH é elogiado por Dilma

Presidente foi na inauguração de uma Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei) e exaltou o modelo de parceria Público-Privada adotada pela Prefeitura

GUSTAVO PORTO E RENAN CARREIRA, Agência Estado

23 de outubro de 2013 | 11h57

BELO HORIZONTE - A presidente Dilma Rousseff desfiou na manhã desta quarta-feira, 23, uma série de elogios ao prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB). O prefeito é o nome preferido de Eduardo Campos para a disputa do governo de Minas em 2014 e foi até chamado de "grande parceiro" por Dilma.

Ao comparecer à inauguração de uma Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei) na região norte da capital mineira, a petista afirmou que o governo federal tem "orgulho" de participar do projeto e exaltou o modelo de parceria público-privada (PPP) adotado pela prefeitura neste tipo de unidade.

Nessas PPPs, o município atua diretamente na educação e alimentação das crianças, enquanto as demais atividades são terceirizadas. "Estou impressionada pelo modelo de parceria público-privada da prefeitura. Acredito que a gente tem que sublinhar e divulgar sempre que possível as boas práticas. E essa é uma boa prática", disse a presidente, ao lado do prefeito.

Lacerda foi eleito em 2008 para suceder o atual ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, por meio de aliança entre o petista e o então governador Aécio Neves (PSDB). Mesmo cotado por Campos, ele admite que não tem interesse em disputar o governo do Estado no ano que vem.

Apesar de ter rompido com o PT no ano passado, Lacerda reluta em disputar contra Pimentel, provável candidato ao Executivo - o prefeito fez questão de citar o petista ao lembrar que está dando "seguimento ao projeto iniciado" por Pimentel na Educação infantil -, assim como contra um candidato que será indicado por Aécio para a disputa estadual.

Nos bastidores, além do PT, o PSDB também trabalha para manter Lacerda fora do pleito caso o PSB mantenha a posição de lançar candidatura própria em Minas ao invés de aderir ao à candidatura tucana e, consequentemente, ao palanque que o senador tucano terá no Estado para sua provável candidatura presidencial.

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